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DANÇA
CIGANA
Os
ciganos adoram dançar. A dança nasce com eles no momento
em que abrem os olhos para enfrentar a dura vida de cigano. Desde criança
os ciganos ouvem e dançam as seguidillas, a rumba, as alegrias
e o flamenco - ritmos e sons tradicionais - produzidos pelas guitarras,
violinos, violões, acordeões, címbalos, castanholas,
pandeiros, palmas das mãos e batidas dos pés, que aprendem
desde cedo com parentes e amigos nas festas da kumpania (acampamento).
Não existem ciganos profissionalizados através da dança
cigana e sim aqueles que fazem apresentações apenas para
divulgar esse lado tão belo e cheio de magia dessa tradição
que a todos fascina.
A dança cigana não é portanto, encarada como um ofício
pelos ciganos. Montagens de balé e de óperas (como Carmen,
de Bizet)
são representadas por profissionais de balé não-ciganos
(gadjes). Ciganos não freqüentam academias nem aulas de dança,
pois quando dançam, o fazem com a alma, o coração
e os movimentos naturais do corpo, sem nenhuma coreografia pré-concebida.
Se a colocassem dentro de uma coreografia, com certeza, cortariam grande
parte da emoção espontânea e do inestimável
encanto que ela nos transmite quando dança com toda a sua desenvoltura,
arte e beleza.
A história da dança oriental está intimamente ligada
à história dos ciganos. Eles vieram da Índia e emigraram
até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol
dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é
o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo
sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste
da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam
palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego
e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:
Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia
/ Kauli no Afganistão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia
/ Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.
Há mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se
dividiram em vários grupos:
1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul),
percorrendo a Sérvia e a Itália.
2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris
até o norte da Espanha
3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia
4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia.
Tanto o povo cigano como o andaluz eram orgulhosos por manter suas tradições.
Eram muito individualistas e leais à instituição
familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco. Esta palavra "flamenco"
designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe
das palavras "fellahu" e "mengu", que significava
"o camponês errante". A sociedade espanhola associava
a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana. Tal estilo incluía
a arte da música flamenca, a dança e a tourada.
Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas
contra eles. Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu
provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois
eles eram espertos. A cultura dos ciganos é tida como uma cultura
de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música
que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa, pois
sua vida real só era manifestada entre eles. Para o mundo de fora,
só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava
realmente. Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de
todos os modos. Assim, aproveitavam as apresentações de
música e de dança por todos os lugares que passavam, levando
seus ritmos e músicas que mesclavam-se com os da cultura local.
Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas
para a Andaluzia. Pode-se ouvir a nítida influência árabe
na música flamenca, e também na dança, os movimentos
de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções,
são de natureza árabe.
Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no
dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o
para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo
criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda,
que se contrasta com o "canto flamenco".
O
Povo Cigano é guardião da LIBERDADE.
Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra
é minha pátria e a Liberdade é minha religião",
traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos
condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas
aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada,
a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.
Dança com 1 leque: A dança com leque tradu a conquista da
mulher, sedução e sensualidade. Traduz o mistério
do rosto velado atrás do leque, demonstra a paixão, feminilidade.
O olhar é de grande importância, devendo estar bem maquiado,
sem exageros, porém brilhante.
Dança com 2 leques: A dança com e leques ela exige mais
velocidade, uma maturidade na dança, pois irá trabalhar
com os 2 lados do cérebro, tanto do lado direito e esquerdo, os
braços exigem uma beleza, uma perfeição e uma feminilidade
duplicada.
Dança com Pandeiro: representa o elemento fogo e tb o ar, o fogo
que brilha no ar, através da sua alegria, do seu tilintar nas festas
e é muito alegre se dançar com pandeiro, exige, graça,
carisma, feminilidade, velocidade, qdo o homem dança com pandeiro
representa força, dá um aspecto de alegria, beleza e alegria
dentro das festas ciganas.
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